Uma uma mãe segura a cabeça de um bebê

A assimetria craniana, popularmente conhecida como “cabeça torta”, é uma condição que preocupa os pais, embora sejam condições relativamente frequentes.

A cabeça do bebê é molinha e, ao nascer, pode acabar sofrendo alguma assimetria. Em alguns casos, essa condição pode aparecer após o parto, por exemplo devido ao excesso de apoio do bebê em um dos lados.

Quer entender melhor o tema? Confira as informações importantes que separamos. 

O que é assimetria craniana em bebês?

A assimetria craniana é o nome dado a qualquer deformidade que atinge o formato do crânio do bebê. Essa deformidade pode ser congênita (quando a criança nasce com ela) ou posicional.

Em geral, a deformidade congênita é rara. Ela é chamada de craniossinostose e é uma deformidade que acontece devido ao fechamento precoce de uma ou mais suturas do crânio.

Diferentemente dos adultos, o crânio do bebê é dividido por suturas cranianas. Elas existem porque, para nascer, o bebê precisa reduzir o tamanho do crânio e, depois, a cabecinha da criança precisará crescer.

Os bebês que nascem com craniossinostose tem uma ou mais suturas já fechadas, impedindo o seu crescimento natural. Contudo, como explicamos, essa condição é bem rara.

Por isso, a maioria das assimetrias nos bebês são causadas pelo apoio excessivo e repetido de um ponto da cabeça.

Quais os tipos de assimetria craniana?

São 4 os principais tipos de assimetria craniana posicional. Veja em detalhes cada uma delas.

Plagiocefalia posicional

Nessa assimetria, há um achatamento de um dos lados da parte de trás da cabeça. A criança também pode apresentar um olho ou orelha mais alta ou mais para frente que a outra.

Dependendo do grau da assimetria, ainda, a testa pode estar projetada ligeiramente para um dos lados.

Braquicefalia simétrica posicional

Neste caso, a parte de trás da cabeça está totalmente achatada. O bebê também pode apresentar a testa aumentada e, ao olhar a criança de frente, as laterais podem aparecer de maneira mais proeminente. 

Em alguns casos, ainda, a altura da cabeça do bebê pode parecer mais alta que o normal.

Braquicefalia assimétrica posicional

Essa assimetria é uma mescla entre as duas anteriores, com um achatamento na parte de trás da cabeça, porém com uma aparência um pouco mais “torta”.

Escafocefalia posicional

Nesse caso, a cabecinha do bebê toma uma forma mais alongada e estreita. Em geral, é mais comum nos bebês prematuros que passam um tempo na UTI neonatal ou que descansam em ambos os lados da cabeça.

Quais as causas da assimetria craniana?

A causa mais comum é a posicional, ou seja, o bebê costuma descansar a cabeça por muito tempo em uma mesma posição. Como sua cabecinha ainda é mais “molinha”, ela acaba deformando.

Nos primeiros meses de vida, é normal que o bebê acabe ficando praticamente o tempo todo deitado e sem movimentar muito a cabeça. O apoio constante em um só ponto acaba levando ao desenvolvimento da assimetria.

Outra condição que pode favorecer o surgimento da condição é quando o bebê tem preferência por dormir apenas de uma maneira. 

Essa condição é mais rara, porque os bebês costumam desenvolver a predileção pelo lado de dormir apenas a partir de 1 ano. 

Nos primeiros meses, essa preferência pode estar relacionada a déficit de força ou de alongamento de um dos lados do pescoço, que pode vir desde a vida no útero, devido a posição que o bebê estava na barriga da mãe. Nestes casos, é importante fazer o diagnóstico diferencial de torcicolo congênito.

Conforme a criança cresce, é mais raro que elas desenvolvam a assimetria, porque passa a se movimentar mais e a ficar menos tempo deitada, além do crânio começar a ficar mais “rígido”, “amassando” com menos facilidade.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico. Normalmente, os pais são os primeiros a notarem a deformidade que acaba sendo confirmada pelo pediatra, fisioterapeuta ou neurocirurgião.

Se você notar que a cabecinha do seu bebê está torta, leve-o em uma clínica especializada em assimetria craniana ou converse com o pediatra do seu filho.

O profissional fará a medição do grau da assimetria usando um scanner 3D ou um cronômetro. A partir do grau da assimetria será possível traçar um plano de tratamento.

Como tratar a assimetria craniana em bebês?

Se o bebê tem até 4 meses, a assimetria craniana pode ser tratada com fisioterapia e reposicionamento. 

Já para bebês entre 4 meses a 1 ano e 2 meses, com assimetrias moderadas a severas, o tratamento é com o uso de uma órtese craniana, uma espécie de capacetinho para o bebê.

Esse capacete deve ser usado 23 horas por dia, sendo retirado apenas para o banho e a limpeza. 

Ele deve ser confeccionado sob medida e não machuca e nem incomoda o bebê. A duração do tratamento varia conforme a idade de início e o grau da assimetria. Conforme a criança cresce, é preciso que sejam feitos ajustes no equipamento,.

Nas situações mais leves, a fisioterapia poderá resolver o problema. A prática também é indicada para os bebês que sofrem com torcicolo congênito ou posicional, ou, ainda, que têm necessidade de realinhamento posicional.

 Nos casos raros de craniossinostose, contudo, o tratamento é cirúrgico.

Dicas para evitar a assimetria craniana

Quer evitar a assimetria craniana no seu filho? Confira as dicas que separamos:

  • A posição ideal para o bebê dormir é de barriga para cima. Contudo, alterne a posição da cabecinha dele, virando-a levemente para um lado em uma noite e para o outro lado em outra noite;
  • Reveze a direção em que você coloca a criança no berço todas as noites. Em uma, coloque o bebê com a cabeça no sentido da cabeceira e, em outra, no sentido dos pés;
  • Evite usar demais o bebê conforto e outros dispositivos parecidos, para que a criança não fique por horas apoiada na região de trás da cabeça;
  • O sling e o canguru são boas alternativas para evitar a assimetria craniana, porque a cabeça do bebê não ficará apoiada sempre na mesma região;
  • Faça o “tummy time”, ou seja, coloque o bebê acordado na posição de bruços por alguns períodos ao longo do dia, sempre, claro, com a supervisão de um adulto. Assim ele irá alternar o apoio e desenvolver a musculatura da nuca e do ombro.

Conclusão

Como você viu, a assimetria craniana é um problema que pode acometer os bebês mais novos, devido ao posicionamento da cabeça em uma mesma região do crânio durante longos períodos.

É importante ficar atento e, se notar qualquer sinal de que a cabecinha do seu filho está torta, conversar com o pediatra para tratar a questão.

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FAQ

Ainda tem dúvidas sobre a assimetria craniana em bebês? Veja as perguntas mais comuns sobre o tema!

Como corrigir assimetria craniana em bebês?

A assimetria craniana em bebês pode ser corrigida com fisioterapia, o uso de uma órtese craniana (uma espécie de capacete para o bebê feita sob medida) ou com cirurgia (em casos raros). Somente o pediatra poderá informar o tratamento certo para seu filho, de acordo com a idade dele e o grau da assimetria. 

O que a assimetria craniana pode causar?

Se não tratada, a assimetria craniana pode alterar a posição dos olhos, da boca e das orelhas, causando dor na ATM, alteração na arcada dentária, mudanças no campo visual, entre outros problemas. 

Como evitar a assimetria craniana?

Para evitar a assimetria craniana não deixe o bebê passar muitas horas em uma mesma posição, com a cabeça apoiada em uma só região do crânio. Você pode alternar a posição do bebê no berço e deixá-lo de bruços (acordado e sob supervisão de um adulto) durante um período do dia.

Quando se preocupar com o formato da cabeça do bebê?

O ideal é que o formato da cabeça do bebê seja avaliado por um especialista, como um pediatra. Mas se você notar que a cabeça do seu filho parece “achatada” ou “amassada”, com a testa mais larga ou os olhos posicionados de forma torta, converse com seu médico de confiança.

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